sábado, junho 11, 2005

 

Eu Sou Eu, Eu Sou Livre - 8.1


8. Eu me Amo

Eu me amo? Quem é você, uma espécie de egomaníaco? Esperam que você não diga isso. Esperam que você seja humilde e que se mantenha depreciando a você mesmo. Não é a você que você deve amar, é os outros – o mundo. Oh, que pessoa adorável! Ele é sempre tão humilde, sempre se jogando para baixo, e ele ama todo mundo.

Não, ele não é nada disso. Ele não ama todo mundo porque ele não ama a si próprio. E se ele não ama a si próprio, ele não ama a todos. Como podemos dar de dentro de nós aquilo que nós não temos internamente? Amor, o verdadeiro amor no seu sentido mais amplo, não discrimina. Ele não diz: eu amo esta pessoa, mas não aquela ali. Ele apenas ama. Aquilo que você não tem internamente, você não pode dar para fora. As pessoas não irão amá-lo incondicionalmente até que você ame a si mesmo incondicionalmente. Elas irão dizer: eu amo você se você se amoldar àquilo que eu penso que você deva ser. Isso não é amor, isso é possessão e manipulação, vestido de amor. Amor por si mesmo é aquele ponto de equilíbrio quando nós permitimos a nós mesmos a libertação do medo e da culpa e ser quem e aquilo que nós somos. Por outro lado, amar os outros é permitir a eles, sem ressentimento e julgamento, serem quem eles são, mesmo se isso difere daquilo que nós gostaríamos que eles fossem. Eu amo você pelo que você é. Eu amo a mim pelo que eu sou. Isso é amor.

Minha vida foi um rio de confrontações raivosas com as pessoas, nascida de minha própria raiva interna. Eu não estava com raiva deles, na realidade, eu estava com raiva de mim mesmo e eles eram a forma através da qual eu podia expressar aquela raiva para fora ao invés de tratar com a fonte que estava dentro de mim. Após certa data eu comecei a gostar de mim mesmo. Eu não queria mais ser outra pessoa. Eu sabia quem eu era – uma consciência sempre em evolução que é amor, puro amor, um aspecto da Fonte de Tudo Que É. Assim como você. Todos nós somos isso. Nada nos acontece por acidente. Tudo acontece por um motivo, apesar que pode passar anos antes que descubramos isso.

Existe muitos conflitos no mundo externo devido aos muitos conflitos internos dentro das pessoas. O mundo físico reflete exatamente aquilo que está acontecendo dentro da psique humana. O tumulto e conflito internos cria o seu reflexo externo – assaltos, estupros, terrorismo e guerras. Os conflitos somente irão terminar no mundo externo quando nós encontrarmos paz dentro de nosso interior – em nossa consciência. Existirá paz e amor na Terra quando existir paz e amor em nossos corações. E isso começa e termina dentro de nós. Cure a si mesmo e você curará o mundo.

Desde que éramos criancinhas fomos condicionados a nos julgar de forma severa e a pensar sobre nós mesmos em termos negativos. Nos é dito o que devemos ser, como devemos ser, o que é certo e errado, sanidade e insanidade, bem e mal. Seja um clone, seu país precisa de clones. O que você pensa que é, algo único?

Estamos todos em uma jornada de aprendizado através de experiências. Nós obtemos aquilo que damos até que nós aprendemos e evoluímos. Nós temos sido homens e mulheres em nossas várias encarnações porque a consciência, em seu estado de harmonia, é um equilíbrio do masculino com o feminino. Cada um dos planos da existência possui um nível físico e um não-físico. Podemos visualizar isso como um relógio de água, com a realidade do espírito acima e o mundo denso abaixo. A passagem estreita, a “porta” entre os dois níveis, é um ponto neutro onde a freqüência vibracional do espiritual se junta com a física. É como um buraco negro. Isto é representado como um túnel com uma luz em seu fim que milhões de pessoas têm descrito após uma experiência de quase-morte. Quando as pessoas “morrem” e deixam o corpo físico elas não se movem necessariamente para a iluminação. A morte não é a cura da ignorância. A consciência continua a criar sua própria realidade. O que chamamos de fantasma é uma consciência que está tão confusa ou hipnotizada pelo mundo físico e seu sentido condicionado da realidade que ele não volta através do “túnel” para os reinos do espírito. Aqueles mais desbalanceados se manifestam como os “demônios” das lendas. Mas essas almas perdidas não devem ser temidas, elas são apenas mentes confusas.

No instante da “morte”, a nossa psique vai embora levando todos os nossos frangalhos emocionais, de conhecimentos e de informações distorcidas. Quando falo em nos desvencilhar das respostas condicionadas, estou falando sobre as atitudes e medos incrustados durante vastos períodos do que chamamos de tempo. O medo intenso de expressar nossa forma única não é o resultado de apenas a experiência desta vida atual.

Em cada “vida” na Terra, nossas emoções não-resolvidas e desbalanceadas são levadas através da psique à próxima vida. Essas emoções são os pesos amarrados a nossos pés de mergulhadores, que nos impede de flutuar normalmente para cima, em direção à superfície. Nunca iremos libertar nossa psique de sua densa prisão física até que nos libertemos desta nossa prisão emocional. Porém, no fundo não somos corpos físicos, somos consciências em evolução eterna e sem tempo e as nossas experiências e desafios são projetados para nos ajudar a alcançar o estado vibracional que pode propiciar o salto da prisão física para a liberdade espiritual.

[Continua na Parte 2]


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